

A FORMA SEGUE O ESPÍRITO no Conceito da Quarta Natureza descreve uma linha contínua de pensamento, da cosmologia renascentista à teoria dos sistemas contemporânea, na qual a forma construída surge do alinhamento com um campo subjacente de coerência universal, em vez de uma função isolada, preferência estilística ou causalidade puramente material.

Durante os últimos anos do século XX e os primeiros anos do século XXI, a humanidade mergulhou ainda mais na esfera material. Consequentemente, precisamos agora de uma filosofia espiritual que nos guie para uma nova forma de viver no planeta Terra, conectados e não isolados de tudo o que nos rodeia – considerando que somos a síntese de corpos materiais e espirituais.
A existência de um campo unificador de coerência do qual emerge a realidade material é um conhecimento ancestral, presente em diversos livros e culturas. Dentro da estrutura da Quarta Natureza, o espírito é compreendido precisamente como esse domínio informacional pré-material e organizador, ao qual todos nós estamos conectados, e a forma arquitetônica é concebida como sua expressão espacial.
A Quarta Natureza propõe uma arquitetura vibracional e bioenergética, bem como uma urbanidade em sintonia com a inteligência da Natureza. Unidade e coevolução: fazemos parte de um campo vivo e indivisível, e nossa saúde — individual e planetária — depende do reconhecimento dessa unidade.

DENTRO DAS PREMISSAS DA QUARTA NATUREZA, A ARQUITETURA É A NATUREZA TRANSFORMADA POR NÓS E PODE, PORTANTO, SER CONCEBIDA COMO UM SISTEMA MEDIADOR QUE SUSTENTA A COERÊNCIA VIBRACIONAL.
A coerência vibracional é a condição operacional através da qual essa inteligência se torna legível na forma material. E SE NOSSOS PRÓPRIOS EDIFÍCIOS FOREM A PARTE CURATIVA QUE NOS FALTA PARA IMPULSIONAR NOSSA EVOLUÇÃO? Nossos corpos estão constantemente se comunicando por meio de frequências.
A FORMA SEGUE O ESPÍRITO denota, portanto, um imperativo de design: a forma espacial deve se alinhar com as condições rítmicas, energéticas e informacionais que permitem que a NATUREZA se manifeste como ambientes organizados e que sustentam a vida, criados pelo homem.
A natureza, ou cada material, cor, planta que usamos em nossos projetos, carrega assinaturas de frequência, não apenas química, mas também informações energéticas. Nossos corpos reconhecem e reagem a elas. Nossa biologia entende ambas as linguagens.

ATÉ AGORA, A ARQUITETURA TINHA A FUNÇÃO DE FORNECER ABRIGO E ORGANIZAR RELACIONAMENTOS. NA NOVA ERA, A ARQUITETURA E O PLANEJAMENTO URBANO NÃO APENAS TESTEMUNHARÃO, MAS TAMBÉM ESTRUTURARÃO NOSSA EXISTÊNCIA DE UMA MANEIRA QUE SE APRIMORA COM NOSSA PRÓPRIA EVOLUÇÃO PESSOAL.
“Existe uma dimensão do universo que subjaz a todas as coisas que nele existem. Não apenas subjaz a todas as coisas, como também conecta e preserva as informações que elas geram. É o útero do cosmos, a teia do mundo e a memória universal. E essa nova descoberta — ou melhor, essa redescoberta de um entendimento antigo e profundo — é importante para a ciência e para cada um de nós.” (LAZSLO, 2014, p. 121).
